sábado, 19 de novembro de 2011

Hoje é dia de queimar bandeiras!

Hoje é dia da Bandeira! Há cerimômias oficiais para queimar as bandeiras nacionais velhas e desgastadas, em unidades militares. Se considerarmos que a bandeira é um símbolo nacional, a queima representa a eliminação do desgaste para a substituição pelo novo: a renovação do símbolo.
Um símbolo que se renova pelo próprio movimento da sociedade. Na década de 80 (do século passado), a bandeira apresentava 23 estrelas. Acima da faixa onde se lê o lema nacional "Ordem e Progresso", a estrela Spica, que representava o Estado do Pará, encontrava-se isolada. Ainda está.
O Estado de Tocantins já tem sua estrela, de forma que atualmente estão situadas 27 estrelas na bandeira. 
Spica permanecerá só? Ou o Estado do Pará será desmembrado pela vontade popular que será conhecida após o plebiscito de 11 de dezembro, tornando necessárias mais estrelas? As ideias circulam e transformam nossos símbolos e reconstroem nossa identidade.

A transformação cultural é muito importante para que a ideia que o símbolo transmite permaneça atuante e plena de significado. Em pesquisa em imagens no site de buscas Google há várias leituras da imagem da bandeira nacional, entre as quais há a tradicional imagem veiculada pelo Ministério do Turismo.



Em termos de socialização de ideias e divulgação, o uso de recursos digitais em computadores pessoais permite manipular as imagens gerando efeitos que possibilitam veicular mensagens ecológicas, indignadas, humorísticas; o que demonstra que nossa bandeira é um objeto de reflexão.

A transmissão dos conceitos associados aos símbolos da bandeira nacional também gera boas campanhas, como por exemplo a do S.O.S. Mata Atlântica, que promove a conscientização ecológica e mobiliza ação e reflexão, como no site Click Árvore.


Para saber mais sobre as estrelas: Observatório Nacional

domingo, 6 de novembro de 2011

A arte tumular preservada




O Cemitério do Alecrim agora compõe o Patrimônio Histórico e Cultural de Natal. A cerimônia de assinatura do Decreto nº 9.541/2011, que oficializa o tombamento do cemitério pelo Conselho Municipal de Cultura, foi realizada  no final da tarde do Dia de Finados.

 
Há que se comemorar!
O Cemitério do Alecrim está situado em um dos bairros mais antigos de Natal (o quarto oficialmente reconhecido), em um ponto estratégico, com vista para uma paisagem belíssima e privilegiada do estuário do Rio Potengi. Reconhecer a beleza de um pôr de sol a partir da perspectiva do Cemitério é algo sui generis.
Em contrapartida, está situada em uma das áreas mais descaracterizadas de Natal. O bairro do Alecrim, que comemorou seu Centenário em 2011, nasceu e cresceu com veia comercial, e após sucessivas gerações de comerciantes e administradores, perdeu boa parte de suas características originais. É preciso visitar a área residencial para encontrar as ruas estreitas e casas antigas.

Na área comercial, onde o movimento intenso é caótico, as placas de empresas e anúncios ocultam as fachadas representativas de várias décadas. É preciso olhar com cuidado para encontrar, aqui e ali, uma janela ou cornija.

Outro motivo para comemorar (?) está relacionado ao fato de que o Cemitério do Alecrim abriga jazigos dos mais variados tipos, com arte tumular diversificada, que revela não só a cultura das gerações, mas também, túmulos de personalidades que influenciaram a história do país.
Vale a pena conhecer!

 

 
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