O que é a significação? em que consiste o ato de atribuir sentido?
A inscrição rupestre, os primeiros sinais de ocupação humana, foi decodificado ao longo dos séculos com a visão sistêmica de especialistas nascidos milhares de anos depois do registro. Foram necessários estudos de paleontologia, biologia, sociologia, neurologia (pois até o tamanho do crânio conta!), para traçar um provável entendimento da imagem que reteve significado.
As pinturas nas cavernas possuíam um significado coletivo, mas eram individualmente interpretadas e transferidas para a atividade prática; o ser humano interpretava-as a partir de seu conhecimentos em usos, práticas sociais e instrumentos, para torná-lo uma ação premeditada e consciente.
Observe-se também que cada "signo"/ícone é específico na cultura em que é compreendido, (nas palavras de Hyder). E provavelmente estamos reconstruindo constantemente nossa linguagem. Não só o uso de signos, mas a identificação e a atribuição de sentido é construída coletivamente.
Pierre Lévy esclarece:
" A metáfora do hipertexto dá conta da estrutura indefinidamente recursiva do sentido, pois já que ele conecta palavras e frases cujos significados remetem-se uns aos outros, dialogam e ecoam mutuamente para além da linearidade do discurso, um texto já é sempre um hipertexto, uma rede de associações." (página 73)
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Cavernas no Rio Grande do Norte
Espeleologia! O estado tem 594 cavernas mapeadas! Vale a pena conferir!
Conheça a Caverna do Trapiá, a maior do Rio Grande do Norte. Com mais de dois quilômetros de comprimento, a caverna abriga tesouros naturais como fósseis e formações rochosas raras na região. Pesquisadores da região também procuram troglóbios, animais que só existem em cavernas e, por viverem na escuridão, são cegos e sem cor. Na cidade de Felipe Guerra, conheça o Lajedo do Rosário, um grande bloco de calcário com até 180 metros de profundidade e muito recortado. A fauna em cavernas como essas é muito variada.
Confira a Parte 2
Inclue imagens do Lajedo do Rosário!
Gruta de Crótis!
Espeleotemas! Estalagtites! Helictites! Flores de Gipsitas! Cortinas! Micro travertinos!
Outras referências:
Conheça a caverna Furna Feia, a segunda maior do RN
Conheça a Caverna do Trapiá, a maior do Rio Grande do Norte. Com mais de dois quilômetros de comprimento, a caverna abriga tesouros naturais como fósseis e formações rochosas raras na região. Pesquisadores da região também procuram troglóbios, animais que só existem em cavernas e, por viverem na escuridão, são cegos e sem cor. Na cidade de Felipe Guerra, conheça o Lajedo do Rosário, um grande bloco de calcário com até 180 metros de profundidade e muito recortado. A fauna em cavernas como essas é muito variada.
Confira a Parte 2
Inclue imagens do Lajedo do Rosário!
Gruta de Crótis!
Espeleotemas! Estalagtites! Helictites! Flores de Gipsitas! Cortinas! Micro travertinos!
Outras referências:
Conheça a caverna Furna Feia, a segunda maior do RN
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
ideias de Pierre Lévy sobre AS TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA
Ao tratar de Os Três Tempos do Espírito, Lévy aborda as questões relativas à palavra e à memória. O comentário inicial promove a reflexão sobre os suportes da linguagem humana, argumentando que o desenvolvimento da linguagem e de técnicas de representações servem para produzir e modular o tempo.
José Saramago, no documentário Língua Vidas em Português, recria a discussão sobre a construção da linguagem. Embora em momentos, e com objetivos distintos, as duas obras contribuem para o esclarecimento da ideia de que a linguagem que dá suporte à comunicação entre os seres é construída coletivamente, ou seja cada som que evolue para palavra complexa está cercado de significados reconhecidos socialmente e aceitos mutuamente.
Em outro trecho do documentário, José Saramago aponta:
José Saramago, no documentário Língua Vidas em Português, recria a discussão sobre a construção da linguagem. Embora em momentos, e com objetivos distintos, as duas obras contribuem para o esclarecimento da ideia de que a linguagem que dá suporte à comunicação entre os seres é construída coletivamente, ou seja cada som que evolue para palavra complexa está cercado de significados reconhecidos socialmente e aceitos mutuamente.
Em outro trecho do documentário, José Saramago aponta:
Nós temos sempre a necessidade de pertencer à alguma coisa e parece que a liberdade plena seria não pertencer à coisa nenhuma, mas como é que se pode não pertencer à língua que se aprendeu, à língua com que se comunica, à língua com que ... e nesse caso, a língua com que se escreve?
Se o leitor – o leitor de livros, aquele que
gosta de ler – não se limitar àquilo que se faz agora, se ele andar para trás, se ele começar do princípio, se ele pode ler os primitivos e os grandes cronistas e depois os grandes poetas, a língua passa a ser algo mais que mero intrumento de comunicação. Transforma-se numa, digamos numa mina inesgotável de beleza e de valor. Pensemos que são, no nosso caso, oito séculos de pessoas a falar português e a escrever português. Muita coisa se perdeu evidentemente, mas aquilo que ficou, aquilo que sobrou, aquilo que os arquivos e as bibliotecas guardam, dava para passar lá a vida inteira, mergulhado na língua portuguesa. (José Saramago)
A linguagem iconográfica, segue o mesmo caminho, e é construída no momento em que nos dedicamos a nos apropriar do sentido coletivo e a reproduzimos em meios materiais. Na atualidade, a linguagem iconográfica e as demais formas de comunicação estão sendo construídas coletivamente, com contribuições pulverizadas em diversos atores.
A função da educação e da instrução são deslocadas para novos patamares. A informação, além de acessível, tornou-se volátil e efemera, a questão que se coloca aos educadores é por quê e para quê instruir e educar.
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